Dia de Ditadura

Ontem me ocorreu algo curioso.
Tenho algumas coisas como certas. Dentre elas a minha relação com a palavra DITADURA.
Aprendemos nos livros, filmes e escola que é um sistema negativo - ANTI-DEMOCRATICO!
Mas de certa forma utilizamos de nossa visão e verdade para ditar o que nos cerca.
Nos justificar e tornar a nossa visão de mundo mais confortável.
Estava postando um vídeo sobre uma ONG.
Vídeo que tive o prazer de fazer a trilha sonora com um grande amigo.
Quando quase que imediato um rapaz postou um link a respeito de uma matéria feita pelo Fantástico que tratava de uma quadrilha que usurpava a boa fé de pessoas que contribuíam para o desenvolvimento de um projeto filantrópico.
Acho necessário, democrático e saudável o resgate de algumas informações.
Mas naquele momento deletei o link e bloqueei o rapaz.
Existem várias formas de se fazer poesia e tenho nutrido um carinho por diversas manifestações.
Tive a honra também de acompanhar o trabalho dessa ONG, mas isso não está em questão.
A questão é a seguinte: o BLOQUEIO.
Foi imediato. O nome remeteu a um fato e o fato lhe privou de ao menos assistir o vídeo.
Ou seja, lhe privou de se deparar com uma poesia.
Não com a minha. Com o todo!
Com a possibilidade de questionamento.
Para mim seria muito interessante uma observação negativa ou positiva a respeito do vídeo.
Mas dentre tantas verdades e inverdades a DITADURA aconteceu.

Por ambas as partes.
Pena!

www.diegoluz.com


Escrito por Diego Luz às 10h30
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Mar de Informação

É difícil se fazer notar nesse mar de informação.

Faz tempo que não escrevo, componho, produzo, e de certa forma organizo minhas idéias.

Tudo voa em detrimento do tempo, paciência, motivação, boa vontade, etc.

Qualquer razão em detrimento do ócio involuntário.

Tenho tanto a fazer, que quando não tenho nada estou cansado pela falta, ou pelo excesso.

Tanto faz!!

É tão bom ficar sem fazer nada.

Quer saber!?

Vou cochilar e deixar tudo voar novamente.



Escrito por Diego Luz às 11h11
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Biografia

Diego Luz teve seu primeiro contato com a música aos 8 anos de idade ao estudar teclado na antiga Musical Center por 4 anos. Aos 12 anos estudou violão popular com o compositor, e seu Tio, Nando Luz por mais 4 anos. Nesse período teve contato com grandes mestres da música popular brasileira como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Paulinho Moska, Lenine, Djavan, Jorge Vercilo, Toquinho, Jorge Ben Jor, Tim Maia, entre outros. Estudou dois anos de contra-baixo com o professor Mi Sylos, formado no EM&T e na FASC.

Hoje cursa em São Paulo o sexto módulo de violão advanced no EM&T - Escola de Música e Tecnologia, com o professor Alex Maia, e realiza cursos de canto com o professor Irineu Frade e de improvisação e harmonia com André Chacon, ambos formados na FASC – Faculdade Santa Cecília de Pindamonhangaba.

Ao longo de sua adolescência passou por algumas bandas que foram primordiais para sua formação como pessoa e músico, que foram as bandas School como vocalista e Universo Paralelo com contra-baixista.

Começou a desenvolver um trabalho autoral com as bandas Zé João em 2007 e LaMucoza em 2008, em ambas como contra-baixista, bandas que acabaram por se desfazer pelo desgaste do acaso.

Em 2008 participou junto com a LaMucoza de um festival regional sediado em Taubaté, onde foram os vencedores, e ganharam o direito de gravar um Cd no estúdio Audiolab.
Sentindo a necessidade de poder administrar melhor seu sonho, que é apresentar suas composições, sem a possibilidade da desistência de pessoas que são primordiais para qualquer que seja o projeto em questão, independente do título, sonoridade, ou formação. Diego decidiu trilhar seu caminho musical através de suas composições com um trabalho solo.

Diego Luz uni em suas canções toda corrente teórica e prática que adquiriu de seus mestres My Sylos, André Chacon, Nando Luz, Ricardo Xavier, Irineu Frade e Alex Maia mesclando influências e experiências ao que considera necessário para se expressar.

Sobrevivente dessa jornada musical hoje Diego desenvolve seu trabalho autoral intitulado “Tempo” sob a orientação do produtor Ricardo Xavier, e contando com a ajuda de diversos parceiros, de modo a valorizar o trabalho de todos os envolvidos, sejam músicos, fotógrafos, cineastas, produtores, designers-gráficos, e principalmente amigos.

 

De antemão o meu Muito Obrigado a todos.

 

Sejam bem vindos.

 

Acessem ao site e conheçam algumas de minhas canções: www.diegoluz.com



Escrito por Diego Luz às 14h16
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LaMucoza

Ás vezes me questionam sobre qual é o real significado do nome LaMucoza. Eu gosto de dizer que são as regiões erógenas do corpo que emanam muco.

Muco que é um fluido viscoso, rico em água, proteínas, sais e células livres, comum nas mucosas e nos tecidos de revestimento de animais, e seres humanos.

É a nossa similaridade como seres humanos perante o apreço – independente de credo, cor, classe social, visão política, estado civil, escolaridade, opção sexual, etc.

Existem outras interpretações, mais claras e coerentes.

A LaMucoza é a união da desunião de diversas bandas: Água Ráz, Zé João, Universo Paralelo, entre outras que acabaram antes de serem nomeadas.

Os sobreviventes dessa jornada musical são: Diego Gordo (Vocal), Nardinho e Glosi (Guitarras), Diego Luz (Baixo) e Junior Guimarães (Bateria), e juntos vamos “nessa estrada da paz, pois o que se tem é o que se faz pra encontrar a luz”.

Quem disse que é preciso sangrar para ser feliz, já que a queda é certa, e a subida é gloriosa. Talvez essa jornada seja o prato predileto para a solidão, mas não queremos que nos descubram, que mudem nosso estado de índio. Queremos a valorização de nosso trabalho, pois com sentimentos jogados no papel, e sentimentos cantados no céu.

Guardemos isso pra outra viagem.



Escrito por Diego Luz às 13h48
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Laranja Mecânica

Me acorda e vem sacudir

Vamos embora, temos existir

Não demora que o tempo não para não

 

E a tua mão estendendo pra mim

 

Sentindo o que quero entender

Inalcançável são meus medos, por quê?

Meus limites se acabam

Ao ressurgir de minha alma

 

Eu já acordei

 

Eu já estou no caminho

De algo que não vejo sentido

De algo que se opõe aos meus instintos

 

Como um cisto enterrado no peito

De gelo, vermelho, de sangue

 

Que bombeia

As bobinas dessa falsa ilusão

Condições estabelecidas em um apertar de botão

 

Nessa árvore de frutos restritos

Eu digo: - Graças

 

Já bati meu cartão.

 

Eu criei um negócio

Porque o negócio é a negociação do ócio

 

Eu digo: - Graças a Deus

Eu digo: - Venha

Aos sonhos teus

E nessa estrada da paz

O que se tem é o que se faz pra encontrar a luz

 

E a preguiça!

Junto ao trabalho

E a fraqueza de envaidecer o ser

 

Um sentimento reprimido pela imagem

Imagem

Do light diabético da natureza

 

Transpondo ao homem

Um ser irracional, superficial, e lúdico

 

Que ele não é!

 

Do meu negócio, porque o negócio é a negociação do ócio

Pro meu negócio, porque o negócio é a negociação do ócio

Do meu negócio, porque o negócio é a negociação do ócio



Escrito por Diego Luz às 14h18
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Maquiavélico

Ódio, culpa e sinceridade.

A lagrima não escorre diante de meu orgulho.

Ela pende.

Tenta surrupiar minha aflição.

E seca no âmago de minha amada.

Causa insônia, e tira a fome.

Me consome com frieza.

Com uma sensação de vazio.

Estou cheio de vazio.

Saciado de tristeza.

Com vontade de me redimir.

Com o mesmo ódio, culpa, e sinceridade.

A lagrima pende.

E cai.



Escrito por Diego Luz às 13h59
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Faces

Não sou um só.

Sou vários em um só ser.

Atuo no palco chamado vida.

E nela utilizo de personagens para os diversos cenários de minha vida.

Cada cenário pede um comportamento, uma veste, uma palavra, um assunto, um personagem.

Não jogo bola de terno, nem vou a um casamento de bermuda e camiseta de meu time do coração.

Isso se chama civilidade.

Ou melhor – Viver em sociedade!

E contrapor-la nem sempre é uma opção coerente.

Quando jovens tendemos a romper com barreiras já pré-estabelecidas pela sociedade a qual estamos envolvidos.

Quando jovens tendemos a ser pessoas incendiárias, rebeldes, inovadoras, et cetera.

Mas quem disse que não sou jovem?

Mas quem disse que velhice é sinal de maturidade?

E quem foi o prepotente ao dizer – Sou maduro?

O interessante da civilidade é que você não é obrigado a aderi-la.

As coisas são mais simples do que imaginamos.

Se é difícil viver em sociedade – Que vá viver em uma ilha!

O nosso país, e nosso litoral proporcionam uma gama de paisagens lindas.

Ótimos lugares para a utopia de nossos corações.

Mas a utopia aos meus olhos parece tão entediante.

 

Já que a negação me define mais como um ser de várias faces.

 

Soa bonito quando afirmamos que optamos por um caminho correto.

A negação é sempre mais difícil.

Mais dolorosa.

Negue ao álcool, a gordura, a extravagância, ao desejo, a vida!

Isso te associa e te define.

 

Já que a negação nos define mais como seres de várias faces.



Escrito por Diego Luz às 10h51
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Sampa, o metrô e o silêncio

O relógio da rodoviária marca 18h56, e o ônibus com destino a São Paulo esta quase na hora de partir.
O temor da cidade grande é claro nos olhos de Eliete.
A viagem demora cerca de duas horas e meia, tempo suficiente para despistar a minha insegurança com relação ao caminho que nos levaria ao apartamento de nossos amigos, Felipe e Maynara.
O caminho em minha mente era bem simples: não era preciso fazer baldeação, pois iríamos descer na estação São Joaquim. Da estação iríamos pegar a esquerda até o posto de gasolina e virar novamente para a esquerda, atravessaríamos uma ponte, onde outro dia estavam distribuindo comida para pessoas carentes. Depois passaríamos por um cruzamento e novamente viraríamos para a esquerda até um cabeleireiro, ponto de referência para virarmos à direita e irmos reto até a avenida Brigadeiro Luis Antônio.
A última vez que fomos ao apartamento deles foi na virada cultural, e já fazia alguns meses. Fiquei por um bom tempo mentalizando o caminho, sempre atento aos detalhes, pelo menos aos detalhes que me pareciam significativos – o problema é que geralmente me atenho ás pessoas que percorrem um local, mas isso no momento só estava atrapalhando meu raciocínio.
O interessante é sempre as ações fruto da insegurança, medo e angustia causada pela imagem de violência comercializada nos jornais, revistas e telejornais.
Já namoro com Eliete a 6 anos, tempo suficiente para saber o que ela gosta ou desgosta, e se tem uma coisa que ela sempre relutou foi em andar de mãos dadas. A princípio isso me incomodava, pois de certa forma o andar de mãos dadas ilustra a relação – pelo menos para terceiros. No momento em que descemos do ônibus na rodoviária de São Paulo ela agarrou minha mão, e assim o fez até considerar que estávamos a salvo – isso foi depois de sairmos do elevador do apartamento de Felipe e Maynara.
Eu adoro isso nela!
A verdade em seus olhos, sorriso e atitudes.
Eu não costumo expor meus medos – acho isso uma fraqueza.
O bom foi que ao chegarmos no apartamento, eles haviam preparado um frango xadrez. O Felipe já tinha me dito que cozinhava, mais até então pensava que seus pratos permeavam entre a força de vontade e a inexperiência, e essa mistura defini o seu tempero, que no dia estava delicioso!
Gosto muito da companhia deles. São grandes amigos.
No outro dia, eu e Eliete tomamos rumos diferentes. Fui para meu curso de violão com Felipe, e Eliete ao Brás com Maynara para fazer algumas compras.
Comecei a freqüentar assiduamente o metrô de São Paulo a cerca de dois meses, quando iniciou minhas aulas no EMT (Escola de Música e Tecnologia). Desde o primeiro dia sozinho fiquei fascinado pela diversidade de pessoas, e de como um gesto de gentileza pode ser ameaçador em São Paulo. Ceder o lugar, agradecer ou esperar uma resposta pelo agradecimento nem sempre dá certo. Freqüentemente recebo em troca de um obrigado o silêncio.
Quanto a ceder um local já ouvi correntes negações, ou mais silêncio.
Hoje em dia continua a agradecer, mas quando quero ceder o local, eu simplesmente saio do assento – em silêncio.


Escrito por Diego Luz às 14h37
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Falsos Sentimentos

Não sei, o peso da palavra e a intenção
O discernir da imagem ou a solução
E na cascata da maldade a contradição

Onde está você?
Quero te entender
Quero me encontrar, em você
Só por um momento no instante em que eu entenda
Quero me encontrar, em você

E o que pode ser?
Sentimentos remoídos a mercê do prazer
E nesta falsa efusão só tenho que dizer
Que a verdade desta vida
É o mais fácil de esquecer

Para vocês (E eu)
Quero entendê-los
Bem o porque
Por que às vezes sou tão mau assim?

O passado é o presente, e o futuro é mais formal
Do que se tem em mente
E a desculpa do real
E o transporte da culpa
Pode ser natural

Mas como é triste
Se sentir assim
Mas como é triste
Encontrar em mim
Mas como é triste
Mas como é triste

Os meus falsos sentimentos


Escrito por Diego Luz às 12h59
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Verdade

Já faz um bom tempo que não escrevo em meu blog, o que é ruim, pois é neste momento que aproveito para organizar idéias, contar estórias, definir e distinguir meus mitos e inibir com este exercício alguns traumas.
Tenho frequentemente amidalite, a leitura emocional desta doença define um indivíduo que guarda suas indignações e as digere junto às refeições. No começo deste ano li algo que me fez refletir sobre o momento em que estou passando como recém formado desmotivado de jornalismo. O texto era de Luiz Calos Prates escrito em uma coluna do Diário Catarinense, o tema agora não me recordo, mas a citação utilizada é inesquecível:
"A verdade é remédio muito amargo, mas é o único que nos confere saúde moral". (Machado de Assis)
O difícil é dosar o quão verdadeiros somos, e quanta verdade queremos em nossas vidas. "A maior inimiga da verdade não é a mentira, mas a convicção". (Friedrich Nietzsche)
E de tanta convicção já basta as necessidades que a sociedade nos impõe. "Escolha viver. Escolha um emprego. Escolha uma carreira, uma família. Escolha uma televisão enorme. Escolha lavadoras, carros, CD players e abridores de latas elétricos. Escolha saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa. Escolha seus amigos. Escolha roupas esporte e malas combinando. Escolha um terno numa variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pensar na vida domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá e ficar vendo game shows chatos na TV comendo porcaria. Escolha apodrecer no final, beber num lar que envergonha, os filhos egoístas que pôs no mundo para substituí-lo. Escolha o seu futuro. Escolha viver." (Trainspotting - 1996)

Sou uma Colombina desencorajada, mas sem maiores frustrações.
Sou convicto de meu Pierrot e meu Arlequim, mas ainda humildemente verdadeiro.
Meu sonho e meu desejo - MÚSICA, a minha verdade.


Escrito por Diego Luz às 12h57
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Obrigado

Após um ano sem escrever em meu Blog devido ao projeto "Os 7 Pecados Sociais" escrito para o Trabalho de Conclusão do curso de Jornalismo, que consumiu meus dias e minhas noites, volto a discorrer sobre assuntos diversos, mas antes agradecendo a todos que contribuiram para a conclusão do mesmo.


Se há algo que contribuiu sempre para a realização deste projeto foi a ajuda de amigos e familiares. A lista é extensa, mas prazerosa de se recordar.
Agradeço, principalmente, às pessoas que nos relataram seus testemunhos de vida e por acreditarem em nossa ética jornalística e no objetivo de nosso projeto.
Aos meus pais e irmãos, por proporcionarem sempre amor, compreensão, carinho e força.
À minha namorada Eliete, por fazer de mim um sujeito sempre apaixonado e por desviar meu destino, pois sem ela eu não teria ficado em Taubaté e, conseqüentemente, não cursaria jornalismo e tampouco realizaria este projeto.
Ao meu sempre companheiro Maxwell Coelho que, mesmo nas horas em que se perguntava se concluiria este curso, se manteve sempre fiel e atencioso aos temas que permeiam este projeto.
Ao Wellington Maia, Pinguim, pelos congressos e pelas sempre construtivas conversas em mesas de bares por este Brasil. Conversas que foram a matéria-prima para o tema deste projeto.
Ao Rogério Rennó, Cabeça, pela grande participação neste livro, o que não se limita unicamente à diagramação e à arte gráfica, mas se enaltece em sua visão e sua amizade. O Rogério visualizou este projeto por inteiro antes de nós.
Ao João Paulo Jonas Feitor Justi, , pelos sempre construtivos questionamentos e direcionamentos, por nos emprestar sua câmera sem aparentar nenhum desconforto, mas, acima de tudo, pela sua amizade.
Ao Fabrício, pelos banhos de alta-estima e pela luta mútua para a conclusão de nossos projetos, apesar de distintos. À amizade nova e madura.
Ao Bruno, por trocar parte de seu descanso por uma sessão de fotos no estacionamento de caminhões da Volkswagen.
Ao João Rangel, nosso orientador, que se manteve sempre transparente sobre suas interpretações, criticando-nos e elogiando-nos quando achasse assim necessário. Mas agradeço a ele, acima de tudo, por acreditar em nós e em nosso projeto.
Ao Toninho e Dinalva, por estender o meu conceito de família, inserindo-me em um ambiente no qual venho a ter uma maior definição do que seja o amor de uma avó, um avô, tios, tias e primos. Por relatar as pessoas sobre o nosso projeto, demonstrando sempre orgulho e carinho.
Aos meus amigos que estão longe, mas sempre estarão comigo, Beiço, Tiago, Magu, Ana Claudia, Fred e Zi.
Ao Lucas Cavalcanti, Zi, também pelas consultorias de Direito que foram muito úteis para o texto sobre a ira.
Aos meus amigos que estão do meu lado e assim espero pelo resto de minha vida, Finest, Maynara, Guile, Henrique, Dé, Adriano, Alexandre, Negrete, Gabriela, Vagner, Elisa, Eliara, Dinah, Camila, Talita, Aaron, Wricks, Patrícia, Dogão, Gustavo, Coquinho, Alexandra e a todos os integrantes passados, atuais e eternos da nossa Rua 3.
Às melhores bandas de todos os tempos das últimas semanas, School, Universo Paralelo, Zé João e Água Raz.
A todos vocês, o meu muito obrigado e o meu amor!



Escrito por Diego Luz às 10h35
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Egoísmo - Memórias de um Rio de Janeiro

Aprendi mais com as minhas derrotas do que com as minhas vitórias.
Esforço-me tanto em ser um derrotado que quando sou premiado, ou me estabeleço diante de um patamar de pleno virtuosismo.
Penso.
Onde foi que errei?
Não sei se errei ao me entregar em um último romance.
Em uma contradição de sentimentos egoístas.
O amor é egoísta!
Mas e daí, o amor é meu!
Longe da sincro-necessidade da vida o meu amor se distancia, e a nossa distância me aproxima de você.
O duro é esperar a recíproca do amor, da paixão, do gostar, seja como for.
Não nos prendemos em palavras, muito menos no peso que elas transpõem.
Existe muita falsa efusão na eloqüência do Déjà vu.



Escrito por Diego Luz às 10h32
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Pseudônimo

Motivado por uma imensa insatisfação resolvi criticar essa generalização proeminente dos pseudos nos já estereótipos da sociedade.
Vivemos uma realidade de inserções que cada ato, mensagem e ideologia se agrega ao um falso pseudo, digo falso por me sentir inserido em um grupo pré-determinado por indivíduos cujo ódio torna-se instrumento de valor consuetudinário.
Mas o que é pseudônimo?
Bem, nome adotado por autor ou responsável por uma obra, literária ou de qualquer natureza, que não usa o seu nome civil verdadeiro por modéstia ou por conveniência ocasional ou permanente.
O que é conveniente desta sociedade contemporânea? Creio que o coletivo seja a saída. Fazer parte de um grupo já não remete ao clube da esquina, e ao campinho de areia, mas sim a ideologia estampada em sua face.
Vire o boné e em um instante você se tornará um pseudo-skatista ou um pseudo-rapper, claro que há suas diferenças, diante da minha ignorância a latente se personifica no ângulo a qual a aba é disposta. Mas esse é um pensamento atual influenciado por estes pseudo-deuses que não definem a multiplicidade interna em um só ser, mas em um só adjetivo.
"Como seres individuais somos ainda muitos outros", disse Marcelo Camello.
Acho que ele retrata nessa citação a dificuldade da convivência entre os seres humanos, e a pluralidade de emoções e adjetivos que se converge em vários momentos de nossa breve existência, que incomodam e muitas vezes cria repudia. 
Somos seres tão carentes que nos ludibriamos com a idéia da alma gêmea.
Se há uma alma gêmea para cada um de nós, isso determina que somos seres incompletos, e como seres incompletos necessitamos de outro indivíduo para buscar a plenitude interna.
Porém é muito mais interessante a existência de dois inteiros. A troca é maior e a plenitude seria algo individual que se materializaria para cada um de uma forma, talvez a troca de experiências facilitaria esse processo. Como seres imperfeitos diante desta pretensão a busca pela perfeição ainda é necessária em uma sociedade tão competitiva.
De nada sei, mas sei que dentro deste plug irracional sou definido com um pseudo-intelectual por gostar de determinados livros teóricos especializados, jornalismo literário e de Lenine.
Mas digam-me Deuses da placa mãe, como faço para me tornar um individuo nulo e centrado?
Devo parar de pensar, ou simplesmente me encaixar nesse sistema de encaixes simultâneos?
Michel Melamed em seu livro Regurgitofagia fez uma observação interessante – se você acha que tudo se encaixa, você sofre do complexo de lego, portanto você é um legoico centrado.
Não sou um legoico centrado, mas a imposição é dura.
Creio que a beleza está na subjetividade das coisas. Isso já me alivia desse território hostil do pseudônimo, ou pelo menos me fortalece para contrapô-lo.



Escrito por Diego Luz às 10h18
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Doença pós-moderna

Não levo muito jeito com computadores e seus programas a qual nos desperta necessidades não latentes.
Os vejo como a personificação mecânica da publicidade. Já que a função destes profissionais é despertar desejos e criar necessidades.
Hoje sou um ser computadorizado e celularizado.
Recarrego-me a cada três dias.
Troco o bate-papo da esquina pelo MSN.
Conheço novas pessoas no Orkut.
Faço amizades no Orkut.
Tenho 872 amigos.
O que posso fazer? Sou popular!
Uno termos, generalizo conceitos, banalizo meus sentimentos.
Sofro da doença pós-moderna.
Meu filtro ideológico corrompeu-se.
Minha obrigação tornou-se minha diversão.
Dentro da competitividade quantitativa o seu verdadeiro intuito morreu.
Para de pensar!
Vá ler seus Scrap´s e fazer novas amizades!



Escrito por Diego Luz às 09h52
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Amo-te

Sabe o que é engraçado?
Procurar o Inalcançável. Muitas vezes ele está há nossa frente.
Mas como seres retrógrados, remoemos a carne das paixões.
Procuramos em uma bela melodia, uma bela letra, um rosto angelical e esquecemos do verdadeiro amor.
Defini-lo é complicado. Pode ser!
Mas complicado é definir o meu amor. Cada gesto, cada atitude, cada sorriso me transporta para o mundo ilusório de plena felicidade.
Mesmo que este esteja em teu sorriso.
Já me fortalece para contrapor esta realidade barata que nos é imposta.
Quanta hipocrisia achar que somos seres que ainda preservam este intuito irrido, sem efeitos, nulo.
Que nossas atitudes são complacentes aos efeitos da natureza.
O amor é um sentimento egoísta. Eu só sei o que sinto.
E o que sinto pode não ser inquietador.
Mas mesmo assim, é uma grande explosão.


Escrito por Diego Luz às 09h49
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